O preço do plano de saúde empresarial não é tabelado: ele depende da idade das pessoas, do número de vidas, da cidade, da rede de atendimento, da acomodação, da coparticipação e do histórico de uso do grupo. Por isso o valor só é conhecido na proposta, e a mesma empresa pode receber preços bem diferentes de operadoras diferentes.
Por que não existe um preço único
Dois planos com o mesmo nome podem custar valores distintos para empresas diferentes. A operadora calcula o risco de cada grupo: quem são as pessoas, onde moram, qual rede vão usar. Por isso qualquer número de "preço médio" encontrado na internet serve só como ideia, e não como orçamento. A forma segura de saber é pedir uma proposta com os dados reais, como na cotação guiada.
Os fatores que formam a mensalidade
| Fator | Como influencia o preço |
|---|---|
| Idade | A mensalidade aumenta com a idade. A ANS define 10 faixas etárias, e a última não pode custar mais de seis vezes a primeira |
| Número de vidas | Grupos maiores diluem o risco; contratos pequenos costumam ter preço por pessoa maior |
| Cidade e região | O custo de atendimento e a rede variam de um município para outro |
| Rede credenciada | Redes com hospitais e clínicas de grande porte tendem a custar mais |
| Acomodação | Apartamento costuma ser mais caro que enfermaria |
| Abrangência | Plano nacional custa mais que municipal ou regional |
| Coparticipação | Com coparticipação a mensalidade costuma ser menor; sem ela, maior |
| Segmentação | Plano só ambulatorial é mais barato que o completo com internação e obstetrícia |
| Odontologia | Contratada junto, soma-se à mensalidade |
Quem usa muito encarece o plano
O plano empresarial é uma conta coletiva. Quando o uso do grupo é alto, a sinistralidade sobe e isso pesa no reajuste anual. Em contratos pequenos, de até 29 vidas, a operadora agrupa vários contratos em um pool de risco, e o reajuste vem da experiência desse conjunto. Veja o que é sinistralidade e como funciona o pool de risco.
Como reduzir a mensalidade sem perder o que importa
Estas decisões costumam reduzir a mensalidade:
- escolher coparticipação, quando a equipe usa pouco e entende o custo por uso;
- optar por enfermaria quando o apartamento não é prioridade;
- ajustar a abrangência à realidade do grupo (se ninguém usa fora da região);
- escolher uma rede alinhada ao que a equipe usa, sem pagar por hospitais que ninguém procura;
- comparar propostas de várias operadoras na renovação, e não só aceitar o reajuste.
Quanto a empresa precisa pagar
A empresa pode pagar o plano integral ou dividir com o colaborador. Quando há mensalidade descontada em folha, o colaborador desligado sem justa causa pode ter direito de manter o plano em condições específicas. O guia sobre demitido e aposentado e o plano empresarial explica o caso.
Perguntas frequentes
Qual o valor médio de um plano de saúde empresarial?
Não há uma média confiável que sirva para a sua empresa. O valor depende de idade, cidade, rede, acomodação e número de vidas. A única forma de saber é pedir propostas com os dados reais do grupo.
Plano de saúde empresarial é mais barato que o individual?
Em geral, sim, por pessoa: o risco é dividido entre mais vidas e o contrato é negociado coletivamente. A diferença varia muito de caso para caso.
O que é a faixa etária e por que o preço sobe nela?
É a classificação por idade usada pelas operadoras (dez faixas, definidas pela ANS). Ao mudar de faixa, a mensalidade da pessoa pode subir, e isso é diferente do reajuste anual do contrato.
A operadora pode mudar o preço no meio do ano?
O reajuste anual ocorre na data-base prevista em contrato. A mudança de faixa etária de uma pessoa também altera a sua mensalidade quando ela completa a idade da faixa. Qualquer outra alteração precisa estar prevista no contrato.
