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Reajuste e ANS

Sinistralidade do plano de saúde: o que é e como influencia o reajuste

Por Kabod Corretora de Seguros · Atualizado em · 3 min de leitura

Gestora de RH analisando relatórios e gráficos em um tablet
Resposta rápida

Sinistralidade é a relação entre o que a operadora gastou com o uso do plano (consultas, exames, internações) e o que recebeu em mensalidades. Se a empresa pagou R$ 100 mil e a operadora gastou R$ 80 mil com o uso, a sinistralidade foi de 80%. Quanto mais alta, maior a pressão por reajuste.

O que é sinistralidade

A palavra vem do mercado de seguros, em que "sinistro" é o evento que gera pagamento. No plano de saúde, cada atendimento utilizado conta como custo. A sinistralidade é a divisão entre esse custo e a receita:

O resultado costuma ser apresentado em porcentagem e analisado em um período, normalmente os 12 meses anteriores ao reajuste.

Como ela entra no reajuste

Em contratos de 30 vidas ou mais, o reajuste costuma levar em conta a sinistralidade do próprio contrato. Se o grupo usou muito, a operadora costuma propor um percentual maior para recompor o equilíbrio. Se usou pouco, o reajuste pode ser menor, embora também influenciem a variação dos custos médicos e outras regras previstas em contrato.

Em contratos de até 29 vidas, vale o pool de risco: o cálculo olha o conjunto de contratos da operadora, e não só a empresa.

Exemplo simples de cálculo

ItemValor
Mensalidades pagas em 12 mesesR$ 200.000
Custo com o uso do planoR$ 150.000
Sinistralidade75%

Com 75%, a operadora ainda tem margem para despesas administrativas e outras. Se o custo subisse para R$ 190.000, a sinistralidade chegaria a 95% e o reajuste proposto tenderia a ser maior. Os números são só ilustrativos: cada contrato define uma sinistralidade-meta e a fórmula de ajuste.

O que a empresa pode fazer para influenciar a sinistralidade

  • Acompanhar o uso: peça relatórios periódicos de utilização à operadora, sem identificar pessoas.
  • Estimular a prevenção: check-ups, vacinas e programas de saúde podem reduzir eventos graves.
  • Orientar o uso consciente: explicar quando procurar pronto-socorro e quando marcar consulta.
  • Escolher a coparticipação com critério: ela ajuda a evitar uso desnecessário, mas não deve afastar quem precisa de cuidado. Leia coparticipação e franquia.

O que não é sinistralidade

Sinistralidade não é um defeito do plano nem uma acusação aos funcionários. Pessoas adoecem, e usar o plano é a razão de ele existir. O que se discute é o equilíbrio de contas entre o que a empresa paga e o que o plano custa.

Perguntas frequentes

Qual é uma sinistralidade boa?

Não há um número único. Cada contrato define uma meta, e a operadora a compara com o resultado. Peça a meta e o resultado por escrito.

Posso pedir à operadora o cálculo da sinistralidade?

Sim. A empresa pode pedir a memória de cálculo do reajuste e o relatório de utilização. As informações são agregadas, sem identificar beneficiários.

Sinistralidade alta significa cancelamento do plano?

Não necessariamente, mas pode levar a um reajuste maior ou, em casos extremos, a uma renegociação ou rescisão nas condições do contrato e da regulamentação.

A sinistralidade conta no plano individual?

No plano individual o reajuste segue o teto anual definido pela ANS e é calculado de forma agrupada, não pelo uso de cada pessoa.

Fontes e referências

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