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Plano de saúde empresarial

Coparticipação e franquia no plano de saúde empresarial: como funcionam

Por Kabod Corretora de Seguros · Atualizado em · 3 min de leitura

Recepcionista atendendo uma paciente no balcão de uma clínica
Resposta rápida

Coparticipação é um valor que o beneficiário paga em cada uso do plano (consulta, exame, terapia), além da mensalidade. Franquia é um valor fixo até o qual o plano não cobre o uso, e só depois dele a operadora passa a pagar. Os dois mecanismos costumam reduzir a mensalidade, mas transferem parte do custo para quem usa.

O que é coparticipação

Na coparticipação, a pessoa paga uma parte do custo de cada evento. Pode ser:

  • um valor fixo por consulta ou exame (por exemplo, R$ 30 por consulta);
  • um percentual do custo (por exemplo, 20% do valor do procedimento).

Em geral, a mensalidade de um plano com coparticipação é menor que a de um plano sem. A conta compensa para grupos que usam pouco o plano.

O que é franquia

A franquia é um valor que a pessoa ou a empresa assume antes de a operadora começar a pagar. É mais comum em planos para grandes empresas e menos presente em planos pequenos. A regra vem do contrato, e a regulamentação da ANS estabelece limites para proteger quem usa.

Diferença entre coparticipação e franquia

PontoCoparticipaçãoFranquia
Quando se pagaA cada usoAté atingir um valor, depois a operadora paga
Efeito na mensalidadeReduzReduz
PrevisibilidadeDepende do usoHá um teto até onde a pessoa assume
Uso mais comumPlanos empresariais em geralContratos maiores ou negociados

Existe limite de cobrança?

A regulamentação da ANS proíbe, por exemplo, coparticipação em internação em percentuais que inviabilizem o acesso e define limites em situações como as terapias de longa duração. Há também regras para que a coparticipação não seja uma barreira ao atendimento de urgência e emergência. Consulte o texto atual das normas, porque os limites podem ser alterados.

Quando vale a pena

  • Compensa quando a equipe é mais jovem, usa pouco e entende o custo de cada atendimento.
  • Pode não compensar quando há muita pessoa com tratamento contínuo, crianças pequenas ou idosos, em que o uso é frequente.
  • Cuidado: a coparticipação pode fazer a pessoa adiar um exame importante por causa do custo.

Como comparar duas propostas

  1. Some a mensalidade anual de cada proposta.
  2. Estime o uso anual do grupo (consultas e exames mais comuns).
  3. Calcule o custo total com coparticipação para cada cenário.
  4. Considere também o reajuste, que costuma ser maior onde o uso é maior.

Use a cotação guiada para pedir propostas com e sem coparticipação lado a lado.

Perguntas frequentes

Plano com coparticipação é mais barato?

A mensalidade costuma ser menor. O custo total depende do uso da sua equipe ao longo do ano.

Quem paga a coparticipação: a empresa ou o colaborador?

Depende da política da empresa. Pode ser integralmente do colaborador, dividida ou paga pela empresa. Deixe isso claro por escrito.

Coparticipação vale para urgência e emergência?

As regras da ANS limitam a cobrança em urgência e emergência. Confira no contrato e na regulamentação atual.

Existe teto para a coparticipação?

Muitos contratos preveem um teto mensal ou anual por beneficiário. Peça esse número na proposta.

Fontes e referências

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